Escritos no Deserto, de Isabelle Eberhardt

«Assemelha-se ao deserto, esta planície do Hodna que, na penumbra do entardecer, parece infinita… As montanhas longínquas, de um azul irisado, esbatem-se e desfazem-se na palidez do céu, e o espaço livre parece já não ter limites.»

[…]

Avançamos devagar, a passo, e a noite acaba de cair. Uma tepidez semelhante a uma carícia passa no ar irrespirado, virgem de toda a mancha.

Redescubro aqui essa impressão de silêncio absoluto que tanto amo, uma imensa paz que nada vem perturbar, nunca.»

Isabelle Eberhardt, Escritos no Deserto, Relógio d’Água, p. 107