Pessoana Pobre, poema de Luís Filipe Castro Mendes

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Como nas ruas de Roma
ou no caos de Deli,
esta ruína que assoma
diz que não somos daqui.

Passado, terra estrangeira:
e o nosso em particular
é palavra derradeira,
não se pode articular.

Toda a memória que fui
longe de mim se escondeu.
E de muitos céus azuis
se fez noite neste céu.

 

Lendas da Índia, Dom Quixote, 2011

 

O Oriente de Castro Mendes traz consigo a distância e a perplexidade do ocidental para quem «tudo nos é tão estranho aqui» (José Mário Silva, Bibliotecário de Babel).

 

 

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