A Arte da Viagem, de Paul Theroux

«’Os homens que vão à procura da nascente de um rio estão simplesmente à procura de algo que falta dentro deles e nunca encontram’, escreveu sir Richard Burton, resumindo com sagacidade o estado mental do explorador. Há grandes viajantes de toda a espécie, claro. Muitos são do tipo depressivo ou bipolar, suscetíveis de grande melancolia: Livingstone ficava de mau humor na tenda durante dias, Vancouver trancava-se no seu camarote, Spek matou-se a tiro, Scott por vezes chorava, Nansen era suicida, o mesmo se passando com Meriwether Lewis. A maioria sofria de gota. Mas no seu melhor são curiosos, corajosos e modelos de autossuficiência. A sua paixão é visitar o desconhecido.»

THEROUX, Paul, A Arte da Viagem, Quetzal, 2012, p. 118

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